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Edição Março

» » » » » » » A inevitável curva descendente


Conto, por Gil Rosza

Dependendo de como se olha, é quase um consenso que a maturidade seja vista como uma espécie de benção, um estágio da vida que capacita alguns a saberem como tomar decisões levando-se em conta uma serie de detalhes práticos envolvendo o bem-estar de outros.

Maturidade também pode ser a habilidade de avaliar o possível impacto que algo teria sobre uma situação depois de aplicado. Alguns consideram isso o resultado de uma percepção social ajustada, adquirida com o conjunto de valores transmitidos pelo meio onde a pessoa foi criada ou de um modo mais radical, através do aprendizado em correção, depois de uma série de ações equivocadas cometidas durante um processo de amadurecimento.

Com isso, imaginamos logo que o individuo maduro estaria apto de um modo geral, a realizar para si escolhas melhores, como saber poupar outros de possíveis ações danosas ou evitar colocar alguém em situação de constrangimento ou até mesmo de risco. Certo? Errado! Para ver o maduro cair do galho, basta que ele tropece num desatino, numa paixão descontrolada bem tocaiada a enrosca-lhe perna acima, derrubando-o de sua própria altura dentro do perigo mais profundo, do arriscado mais inconsequente ao insano mais lisérgico, muitas vezes, dentro do inevitável ridículo, como aconteceria com qualquer principiante que se lambuza nas tolices duma infância tardia, que como tal, se nega a devolver corpo e mente do apaixonado em transe, ao lugar de onde deveria ser visto publicamente como sensato.

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